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Spin à Vieira

Na semana em que o Benfica vai terminar uma das épocas mais vergonhosas da sua história, Luís Filipe Vieira contrata Eriksson. Percebe-se a ideia. Mas isto de atirar areia para os olhos dos sócios algum dia terá de parar. Será que esta foi uma ideia de Cunha Vaz?

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A longa campanha

Estamos a 7 de Maio de 2008. Os candidatos estão em campanha permanente desde o final de 2006. Sigo esta campanha, de forma mais atenta, desde Janeiro de 2007. Portanto, quando os candidatos chegarem a 4 de Novembro, já terão quase dois anos de estrada. Há quem diga que é um escândalo. Eu considero ser esta uma das grandes virtudes da democracia americana. Durante mais de dois anos, nunca há períodos mortos e não existe o tédio que por vezes existe em campanhas eleitorais de um mês em Portugal. Há muitas críticas a apontar ao sistema político americano, mas ninguém duvide que não há outro país onde a política seja levada tão a sério. Pelos cidadãos, pelos media e pelos próprios políticos.

Nos Estados Unidos, o primeiro ano da campanha é dedicada à escolha dos candidatos pelos partidos. Normalmente, esse período termina logo em Março, aquando da Superterça-feira. Este ano, a Superterça-feira foi em Fevereiro, mas a corrida ainda continua no lado Democrata. E deverá continuar, pelo menos, até Junho. O que quer dizer, que o candidato democrata vai ter apenas cinco meses, no mínimo, para se concentrar no seu adversário republicano. Num ano eleitoral como este, onde os republicanos estão gravemente “feridos”, isso poderá chegar para ganhar a Casa Branca.

Mas John Mccain poderá ser a grande surpresa desta campanha. A sua candidatura terá começado em 2000. Depois de ser derrotado por George W. Bush nas primárias, Mccain perfilhou o seu caminho no seio da política americana. Esteve contra o próprio partido em diversas situações, criticou a Administração Bush em variados momentos e preparou a sua candidatura para 2008. Por várias vezes pensou-se que seria impossível ser o nomeado. Muitos advogaram que Mccain, com o seu perfil, levaria o GOP à autodestruição. Mas ele seria o único republicano que poderia manter a Casa Branca. Por isso foi o nomeado. A confusão entre democratas tem aberto as portas a uma vitória de Mccain. Se não houver paz Democrata, antes da Convenção, Mccain bem poderá terminar o ano de 2008 como Presidente dos Estados Unidos. Aos 71 anos, é impressionante analisar o que Mccain tem feito este ano. Um político que esteve cinco anos no “Hanoi Hilton”, que lhe deixou mazelas para o resto da vida, continua com a mesma frescura de um jovem. Mesmo que perca, John Mccain já mostrou que é um dos candidatos mais fortes de sempre do GOP. Fosse outro o contexto eleitoral, e seria muito difícil de derrotar. Não é o favorito para Novembro. Nos próximos meses, depois da questão democrata estar resolvida, é provável que se vá abaixo nas sondagens. Veremos como emerge depois da Convenção Republicana de Minneapolis. Mccain encarna uma das histórias mais fantásticas da política americana. Veremos se termina na Casa Branca.

(PS: Não deixa de ser estranho que um comentador português, no último Expresso da Meia-Noite, tenha questionado a capacidade física de Manuela Ferreira Leite para fazer campanha eleitoral na sua idade. Isto há coisas. John Mccain está há mais de um ano e meio em campanha e MFL não consegue fazer um mês de campanha? Estou à vontade, pois nem aprecio politicamente MFL, mas é preciso colocar as dúvidas correctas. Há que analisar a política de uma forma séria. Coisa que muitos comentadores não o fazem em Portugal)

* Publicado originalmente no Eleições Americanas de 2008

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Santana Lopes online

Pedro Santana Lopes, no dia de apresentação da sua candidatura, colocou também o seu site online. Hoje não poderei ainda fazer uma análise aos três sites dos candidatos principais a presidente do PSD. Mas brevemente o farei.
Hoje à noite estarei no Eleições Americanas de 2008 a comentar os incidentes desta noite eleitoral americana, que se prevê muito quente.

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Ferreira Leite online

A candidatura de Manuela Ferreira Leite já tem um site. Quando Pedro Santana Lopes apresentar o seu site de candidatura, pretendo realizar uma análise ao sites dos candidatos à liderança do PSD. Em termos gráficos, Pedro Passos Coelho parece ganhar a MFL. Ficará para mais tarde a análise aos conteúdos. Mas parece-me evidente a tentativa dos candidatos em envolver os militantes e apoiantes. Sinal que começa a existir, lentamente, um despertar para as potencialidades da Internet. Veremos se tem alguma consequência.

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Indiependentes IV

Para continuar esta saga, aqui fica a nova banda de Alex Turner, dos Artic Monkeys e Miles Kane, dos The Rascals: The Last Shadow Puppets. Fica aqui o vídeo de "My Mistakes Were Made For You", ao vivo em Nova Iorque. A banda lançou em Abril o álbum de estreia, "The Age of the Understatement", uma agradável surpresa. A ouvir!


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PPC Online

Numa coisa Pedro Passos Coelho tem estado à frente dos outros candidatos. O único que parece ter uma estratégia online, fundamental nos dias que correm. Impensável como os seus adversários ainda não têm nada na Internet. Hoje em dia, também é na Internet e, especialmente, na Blogosfera, que se começa a ganhar o debate das ideias. Para depois ganhar-se o dos votos.

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Rumo a 2009

Algo de novo está a acontecer na política portuguesa, com Pedro Passos Coelho. O PSD já está a ganhar com esta candidatura. Pela primeira vez está a discutir-se ideias e não caras. Pela primeira vez, na minha vida adulta, surge com um candidato a líder do PSD que não faz parte dos cartéis ideológicos do 25 de Abril. PPC tem uma história na JSD, mas depois afastou-se da vida política, não ficando agarrado ao poder. Foi à sua vida e regressa com um renovado e qualificado espírito de liderança. È disto que o PSD e Portugal precisa neste momento. A cada dia que passa tenho mais convicção que é a pessoa certa para liderar o PSD rumo à vitória em 2009.

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Pedro Passos Coelho

Blogue de apoio à candidatura de Pedro Passos Coelho - O Futuro é Agora

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Eu voto em Pedro Passos Coelho

Esquecendo as duas candidaturas, que pouco significam, temos três candidatos que apresentam perspectivas diferentes, mas que resumem a essência do partido.

Manuela Ferreira Leite representa a melhor fase do PSD, e consequentemente, do país, em termos governativos. É a herdeira directa dos dez anos de Cavaco Silva à frente do governo, o único período pós 25 de Abril em que Portugal realmente evoluiu. A sua candidatura é de rigor e responsabilidade, trazendo a credibilidade que tem faltado ao PSD nos últimos anos. Até poderá ser a mais que provável candidata a Primeiro-Ministro contra José Sócrates. E com possibilidade de vencer. Mas é uma candidata do passado. E eu quero o futuro.

Santana Lopes, por culpa de si próprio, representa o passado recente do PSD, que não deixa saudades a ninguém. É um erro enorme esta candidatura. Portugal não é Itália e Santana não é Berlusconi. Santana Lopes foi leal a Luís Filipe Menezes. Parece que alguns dos fiéis apoiantes de Menezes não conhecem o significado dessa palavra. Este era o tempo de estar resguardado, como foi um erro ter voltado para a liderança da bancada parlamentar. Há que saber atravessar o deserto. Santana não jeito, nem feitio para estar afastado da vida pública. Alguém ao seu lado o deveria ter convencido a ficar em casa. Pelo menos desta vez.

Pedro Passos Coelho. Representa o futuro do PSD. As suas ideias demonstram um tempo novo para este partido. Sem os preconceitos ideológicos pós 25 de Abril, com este candidato, o PSD poderá assumir-se com um verdadeiro partido de centro direita, com ideias de futuro e que este país urgentemente necessita. Não quero saber de cálculos eleitorais, de quem é o melhor candidato a Primeiro-ministro ou questões meramente tácticas. Estou farto de ser governado por políticos sem rasgo ideológico, sem vontade de mudança, sem alma política. Os resultados de 34 anos de democracia estão à vista. Para mudar será preciso começar de novo. Com ideias novas e com novos protagonistas. Por isso, nas próximas eleições directas, votarei, com convicção, em Pedro Passos Coelho. Até pode perder as directas. Até pode nem ter hipótese de derrotar José Sócrates. Eu acredito que pode. Eu não me resigno com este Portugal mesquinho e miserabilista.

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25 de Abril

O discurso do Presidente da República alertou para a ignorância dos jovens portugueses e o seu afastamento da vida política. A extrema-esquerda e os comunistas não gostaram e reagiram com insultos e frases de mau gosto. A visão de democracia destes partidos é muito limitada. Não estranha que tenham sido estes que tenham tentado utilizar o 25 de Abril para impor uma "democracia popular" em Portugal. Não estranha nada!

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